Prefeitura monta rede de referência para pacientes com chikungunya
Postado 06/07/2026 04H08
Por Redação Ativa ES
Mais da metade dos moradores de Vila Velha que tiveram chikungunya durante a maior epidemia da doença já registrada no município evoluiu para a forma crônica, marcada por dores articulares persistentes e limitação dos movimentos. Dos casos confirmados em 2024, 51% desenvolveram complicações que podem comprometer a qualidade de vida e até a capacidade para o trabalho.
Diante desse cenário, a Secretaria de Saúde de Vila Velha realizou uma capacitação em manejo clínico da chikungunya voltada a médicos e enfermeiros da Atenção Primária. O treinamento teve como foco qualificar o atendimento de pacientes nas fases pós-aguda e crônica, priorizando o diagnóstico precoce e o início do tratamento para reduzir os impactos da doença.
Após a capacitação, 13 Unidades de Saúde distribuídas pelas cinco regiões administrativas passarão a funcionar como referência para o acompanhamento de pacientes com dor crônica causada pela Chikungunya: Praia das Gaivotas, Jaburuna, Ibes, Vila Nova, Paul, Ataíde, Dom João, Vila Garrido, Rio Marinho, São Torquato, Barra do Jucu, Terra Vermelha e Jabaeté.
Os profissionais dessas unidades estarão habilitados para acompanhar pacientes com chikungunya nas fases pós aguda e crônica. A busca ativa será feita pelas equipes de saúde, que entrarão em contato com pacientes já diagnosticados e com permanência das dores nas articulações para agendar o atendimento.
Mesmo com a redução da circulação do vírus, a doença continua exigindo atenção. Até 27 de junho deste ano, o município notificou 60 casos, com maior concentração na Região 5.
Treinamento
A capacitação foi conduzida pelo infectologista Raphael Lubiana Zanotti, responsável técnico pelas arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde, e pela reumatologista Maressa Beloni, do Centro Municipal de Atenção Especializada em Saúde (CEMAS). O treinamento aconteceu no último dia 2.
Segundo a referência técnica em Chikungunya da Vigilância Epidemiológica de Vila Velha, Marcelaine Raphascki Marculano, a proposta é preparar os profissionais para identificar precocemente os pacientes que permanecem com dores articulares e/ou outras manifestações atípicas após a infecção.
Ela explica que o tratamento iniciado no momento oportuno contribui para controlar a dor, evitar o agravamento do quadro e proporcionar mais qualidade de vida ao paciente enquanto aguarda, quando necessário, avaliação especializada.
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