Crise na federação PP-União pode derrubar chapa e deixar Da Vitória ou Marcelo Santos fora da Câmara
Postado 31/07/2026 09H42
Por Redação Ativa ES
A federação formada por Progressistas e União Brasil pode sofrer baixas importantes no Espírito Santo, comprometendo a estratégia de formar uma bancada competitiva nas eleições deste ano. O primeiro a deixar o grupo foi Marcus Vicente, que alegou problemas de saúde para justificar sua saída da disputa.
Agora, outro nome começa a ser mencionado: o do deputado federal Messias Donato.
A reportagem tentou contato com a assessoria do parlamentar, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Segundo informações, o deputado, que tem base eleitoral em Cariacica, estaria insatisfeito com o racha interno provocado pela aproximação dos presidentes estaduais e deputados Josias da Vitória (PP) e Marcelo Santos (União Brasil) com o pré-candidato ao governo Lorenzo Pazolini (Republicanos), justamente na reta final das convenções partidárias que definirão as candidaturas a deputado estadual, deputado federal, senador e governador.
Messias Donato, que recebeu cerca de 42 mil votos nas eleições de 2022 e busca a reeleição, é aliado de primeira hora do prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), principal articulador político da pré-candidatura do governador Ricardo Ferraço (MDB). De acordo com fontes ouvidas, Messias teria afirmado a interlocutores próximos que, caso a federação não permaneça no projeto liderado por Ferraço, poderá deixar a chapa e não ser candidato a nada.
A eventual saída do parlamentar representaria uma perda considerável para a nominata, já que a federação teria dificuldade para encontrar um candidato com potencial eleitoral equivalente, reduzindo as chances de ampliar sua representação na Câmara dos Deputados.
Nos bastidores, a preocupação não se limita a esses dois nomes. Outros pré-candidatos também estariam avaliando deixar a federação. Integrantes do grupo estimam que até sete nomes possam desistir da disputa, em reação ao movimento protagonizado por Da Vitória e Santos, que buscam ampliar sua influência política e administrativa por meio de acordos envolvendo futuras nomeações para cargos comissionados.
Como essas informações ainda pertencem ao campo das articulações políticas, não há confirmação oficial por parte dos envolvidos.
As baixas podem comprometer justamente o grupo que articulou a mudança de rumo da federação.
Pelas projeções, caso seja necessário recorrer a substituições internas de última hora, a chapa teria potencial para conquistar, no máximo, uma cadeira na Câmara dos Deputados. Nesse cenário, Josias e Marcelo, apontados como os principais nomes, passariam a disputar a única vaga viável, aumentando o risco de que um deles fique fora da próxima legislatura.
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